Ginseng (Ren Shen)
- Miguel Branco
- 6 de ago. de 2019
- 3 min de leitura

História
O seu nome em chinês é Ren Shen. Acredita-se que o Ginseng foi descoberto nas montanhas do norte da China (Manchúria) mais de 5000 anos atrás. Provavelmente foi usado pela primeira vez como um alimento. Pesquisas mostram que foi usado para fins medicinais há mais de 3.000 anos. O velho compêndio de Medicina Chinesa afirma que o Ginseng fortalece a alma, clareia os olhos, abre o coração, expulsa o mal, beneficia a compreensão e, se tomado por períodos prolongados de tempo irá revigorar o corpo e prolongar a vida.
A erva foi considerado como sendo um símbolo de harmonia divina. Os benefícios do Ginseng foram documentados pela primeira vez durante a dinastia Liang da China (220-589 AD).
Entre todas as ervas chinesas, a fama do Ginseng chinês é a maior e a mais valorizada. Um dos principais motivos era que os imperadores chineses reverenciavam essa raiz e estavam dispostos a pagar pelo Ginseng o seu peso em ouro. Era tida como um remédio para todas as doenças e, além de tomada na forma de chá, era usada em sabonetes, loções e cremes.
Funcões terapeuticas:
Grande tónico de Yuan Qi. A erva tonifica o Qi e recupera o Yang devastado, o vazio do Qi do Pulmão, vazio do Qi do Rim, vazio do Qi do Baço, vazio do qi do Coração, no vazio do Xue. Promove a secreção de fluidos, estabiliza o Wei Qi, tonifica o Xue, alivia a sede e acalma o Shen. Actua nos canais dos Rins, Coração, Baço/Pâncreas e Pulmão. Considerada uma planta yin, com predominância do elemento água.

Quando não usar esta erva (contra-indicações)
Não deve ser tomado por mais de 6 semanas consecutivas. Doses elevadas causam cefaleia, palpitação, insónia, aumento da pressão arterial e taquicardias. Não deve ser usado se tomar medicação anticoagulantes. Evitar na menopausa e em casos de sangramento vaginal. O uso a longo prazo pode causar anormalidades menstruais e seios doridos em algumas mulheres. Não é recomendado para mulheres grávidas ou lactantes, nem em pessoas com asma, enfisema, infecções agudas e ansiedade. Pode potencializar a acção da glândula pituitária e do hipotálamo, causando reacções alérgicas.
Interacções
Quando em uso, deve-se eliminar consumo de cafeína em todas suas formas (café, chás, refrigerantes, nabo, etc.). Em combinação com bupleurum, raiz de peônia, raiz de pinellia, casca de cássia, raiz de gengibre, raiz de solidéu asiático e raiz de licopódio, trata epilepsia. O ginseng pode misturar-se com Centella (Centella asiatica), para equilibrar o corpo e a mente. Para concentração e clareza mental, o ginseng pode ser misturado com Guaraná. Recomendado o uso em associação com Gingko Biloba para melhoria da memória.

Na verdade, existem 3 tipos de Ginseng medicinal:
Ginseng americano (Panax quiquefolius)
Ginseng asiático (Panax ginseng)
Ginseng siberiano (Eleutherococcus senticosus)
Cada uma dessas espécies de Ginseng tem a sua própria bioquímica interna. E cada uma dessas espécies é usada por diferentes razões por pessoas diferentes em todo o mundo.
O Ginseng americano é nativo da América do Norte, embora a planta seja hoje amplamente cultivada em toda a China.

Acredita-se que o Gnseng americano reduz a fadiga.
Para testar essa afirmação, um grupo de cientistas realizaram um estudo para aferir se o tratamento com o Ginseng americano poderia reduzir os sintomas de fadiga sentida pelos sobreviventes de cancro.
Um estudo duplo-cego, foi realizado em 364 sobreviventes de cancro de 40 instituições diferentes. Os pacientes foram testados com o Formulário de Inventário de Sintomas de Fadiga Curta (MFSI-SF) às 4 e 8 semanas após o início do tratamento com Ginseng.
Os autores deste estudo concluíram que - após 8 semanas - os pacientes que receberam 2 gramas de Ginseng americano sentiram-se significativamente menos fatigados em comparação com o grupo controlo placebo. Além disso, nenhum efeito colateral tóxico foi observado com o grupo tratado com Ginseng.

Um estudo de 364 pessoas é um grande feito/esforço. É muito raro ver um estudo com mais de 100 pacientes realizado fora da grande indústria farmacêutica. Outro relatório examinou o efeito cognitivo do Ginseng americano num grupo de 32 adultos saudáveis. Em comparação com um grupo controlado por placebo, os pacientes que receberam extracto de Ginseng americano relataram melhorias significativas na memória operacional.
Fontes:




Comentários